Durante o decorrer da cerimónia foram evocados os acontecimentos que se registaram no local em 17 de Junho de 1665, numa das mais importantes batalhas da História de Portugal, que constituiu a última grande tentativa espanhola de subjugação de Portugal.
Prepararam-se os espanhóis para um ataque que tudo levasse de vencida, mas por seu lado os governantes portugueses tomaram todas as cautelas e providências indispensáveis para a defesa do Reino. Calculando que a tentativa de invasão seria feita pelo Alentejo, foi nessa província que se tomaram as maiores precauções. As tropas portuguesas saíram de Estremoz e, comandadas pelo Marquês de Marialva e pelo Conde de Shomberg, conseguiram o feito de derrotar os exércitos castelhanos, numa batalha sangrenta que durou cerca de sete horas.
O Marquês de Caracena havia planeado ocupar Lisboa, tomando em primeiro lugar Vila Viçosa e a seguir a cidade de Setúbal. Tendo ocupado Borba que encontraram despovoada, os espanhóis atacaram Vila Viçosa com o intuito de destruir o Palácio dos Duques de Bragança. Contudo, Vila Viçosa embora mal fortificada ofereceu aos ataques do inimigo uma resistência inquebrantável. Pode considerar-se que a Batalha de Montes Claros decidiu definitivamente a independência de Portugal, que seria reconhecida pela Espanha três anos mais tarde, ao firmar-se entre os dois países um Tratado de Paz, em 13 de Fevereiro de 1668, reconhecendo a aclamação de D. João IV como legítimo Rei de Portugal por Espanha.
O Comandante do Regimento de Cavalaria 3, Coronel de Cavalaria Fonseca Lopes, e o Presidente da Câmara Municipal de Borba, Ângelo de Sá, colocaram duas coroas de flores junto ao padrão, numa cerimónia que foi presenciada por diversos autarcas do concelho, professores e alunos da Escola EB1/JI de Rio de Moinhos e alguns populares.