Integram a Rede os municípios de Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Vendas Novas e Vila Viçosa (Alentejo Central), Santiago do Cacém e Sines (Alentejo Litoral) e Elvas (Alto Alentejo), que representam 25% do total da população alentejana. Estes municípios apresentam-se estrategicamente posicionados na ligação entre a Área Metropolitana de Lisboa e Espanha, configurando territorialmente uma linha de pólos urbanos que se inicia com as cidades do Litoral Alentejano, através da denominada “porta Atlântica” e estruturam o território do Alentejo Central, finalizando no Alto Alentejo com a ligação a Badajoz, estruturando aquilo a que se convencionou chamar de “Corredor Azul”.
A Rede pretende identificar aspectos chaves e pontos comuns nos dez municípios que conduzam ao caminho da inovação, e estabelecer correlações entre as mesmas, tendo em conta os sectores de actividade e a dimensão de cada cidade e aglomerado, contribuindo para sensibilizar, orientar e demonstrar a importância que conceitos como a mudança, o desafio, a gestão estratégia e a inovação têm no desenvolvimento económico e social de uma região. Para cumprimento das orientações programáticas, a Rede assenta em quatro eixos fundamentais:
- Eixo 1: Consolidar, dinamizar e diversificar a base económica e o tecido empresarial dos territórios integrantes;
- Eixo 2: Construir e afirmar a atractividade urbana das cidades e territórios, assegurando o desenvolvimento do ordenamento e qualificação urbana;
- Eixo 3: Construir e desenvolver territórios e cidades sustentáveis e criativas desenvolvendo uma rede de equipamentos culturais, desportivos, sociais e qualificação dos recursos humanos;
- Eixo 4: Reforçar a capacidade institucional dos municípios e dos territórios, pondo em prática o desenvolvimento e aprofundamento da utilização das novas tecnologias de informação, aos mais variados níveis (territorial, económico, social e cultural), aprofundando as parcerias público-privadas, público-público e territoriais.
A constituição de uma rede de cidades e aglomerados encontra fundamento nas estratégias que têm vindo a ser delineadas para o país e para a região, quer em termos da política de Ordenamento do Território, quer da estratégia de desenvolvimento e promoção da competitividade e da capacidade de diferenciação e inovação das regiões e, mais especificamente, as estratégias traçadas pelo PNPOT - Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, Plano Regional de Inovação do Alentejo e até mesmo do PROT - Alentejo.
Por forma a garantir a exequibilidade e adaptabilidade das acções propostas, assim como implicar no processo de promoção da competitividade e inovação o maior número de actores, considerou-se necessária a participação de algumas entidades relevantes para o desenvolvimento sustentado da região, assegurando a coesão regional e promovendo o estabelecimento de rotinas de partenariado capazes de consolidar boas práticas de relacionamento entre as entidades. Seleccionou-se um conjunto de parceiros que, pela sua relevância quer ao nível da educação/formação dos recursos humanos, quer do posicionamento junto do tecido empresarial da região, fossem entidades facilitadoras/promotoras de competitividade e da diferenciação e inovação regionais. Assim, são parceiros da Rede o Instituto de Emprego e Formação Profissional, Universidade de Évora, Instituto Politécnico de Portalegre, através da Escola Superior Agrária de Elvas, ADRAL - Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, CEVALOR - Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais, Fundação Alentejo/EPRAL, Sociedade do Parque Industrial de Vendas Novas e APS - Administração do Porto de Sines.
O município líder da Rede é o Município de Évora, considerado pelo PNPOT como cidade estruturante do sistema urbano nacional e pelo PROT - Alentejo como centro urbano regional polarizador do sub-sistema urbano central e como âncora do eixo Lisboa-Elvas/Badajoz, tratando-se da cidade alentejana com maior efectivo populacional, com 40 mil habitantes. No que diz respeito a Borba, a importância em sectores das fileiras tradicionais como o mármore, vinho e azeite, conferem potencialidades de desenvolvimento económico relevantes no contexto regional, apresentando como factores de destaque a integração na “rede comunitária de banda larga”, o cluster dos vinhos e das rochas ornamentais, a I&D na área das rochas ornamentais e o património e turismo de lazer e gastronomia.
Site Oficial http://corredorazul.evora.net/
