Monumento de homenagem aos Trabalhadores dos Mármores
Os Trabalhadores dos Mármores contam desde Setembro de 2005 com um monumento que homenageia o seu trabalho, localizado na rotunda que intersecta a EN 255 com a Variante e a entrada na vila de Borba, e bem próximo da maioria das unidades extractivas do concelho.
O sector dos mármores é explorado nesta região desde há muitas décadas, constituindo fonte de rendimentos de uma grande parte das famílias do concelho. Este monumento foi uma das formas encontradas para prestar homenagem a todos os que, de geração em geração, demonstraram o seu brio em prol do desenvolvimento desta actividade que, ao longo dos anos, foi ganhando importância e que permitiu levar o nome do concelho a todo o país e aos quatro cantos do Mundo. O sector em questão encontra-se repleto de desafios de crescimento, sustentabilidade e melhoria permanente de qualidade. Com esta
homenagem pretende-se também incentivar todos os trabalhadores dos mármores e empresários a realizar a sua actividade amanhã ainda melhor do que se faz desde há muitos anos.
Para a concepção deste monumento foi utilizado mármore extraído por empresas do concelho e gentilmente oferecido à autarquia, pelas empresas A. Bento Vermelho, Lda, Criamármores, Lda e Solubema, S.A., sendo ainda de enaltecer o trabalho de escultura efectuado por um artista borbense, António Pereira Anselmo.
Monumento de homenagem aos Bombeiros
De forma a demonstrar a gratidão e reconhecimento pelo trabalho prestado pelos bombeiros ao concelho, sempre ao lado dos mais desprotegidos e da segurança das populações, a autarquia inaugurou no dia 24 de Setembro de 2005 um Monumento de Homenagem aos Bombeiros Voluntários na Avenida dos Bombeiros Voluntários de Borba, a poucos metros do quartel da corporação de Bombeiros Voluntários de Borba.
Estes profissionais são vistos como verdadeiros heróis totalmente destemidos. As pessoas imaginam que eles enfrentarão qualquer problema com a coragem de um guerreiro. Por vezes não se dão conta de que eles são pessoas que sentem. Ter que ser capaz de mostrar-se sensível e gentil, frente à dor e ao sofrimento alheio. Conseguir controlar as suas próprias emoções para poder confortar as pessoas quando estão a passar por uma verdadeira tragédia. Mostrar-se forte e destemido, e capaz de transmitir confiança. Ser totalmente capaz de comemorar quando tudo dá certo e perdas são evitadas, mas também ter a capacidade de não absorver os problemas alheios, para que estes não interfiram no seu dia-a-dia e em outras tarefas que virão.
Ainda saber ser didáctico e ter paciência para ensinar às pessoas tudo que elas precisam fazer para evitar que acidentes aconteçam. E ter muito "jogo de cintura" para lidar com todas as pessoas e respeitá-las, independentemente da classe ou camada social. Tudo isso, é apenas um pouquinho, um pequeno resumo do que é ser bombeiro. O bombeiro é, acima de qualquer coisa, profissional de coração. Nesta honrosa profissão, onde o desgaste emocional é maior e mais intenso do que em qualquer outra, é preciso ter certeza de estar no caminho certo, agir de maneira correcta e dedicar-se em todos os sentidos ao exercício das suas actividades.
Esta é uma homenagem prestada a todos os profissionais que empenham o seu dia em prol do bem-estar de quem precisa para lhes dar força para continuar, conscientes da gratidão da sociedade civil.
O município de Borba tem vindo a assumir, ao longo dos anos, res
ponsabilidades no que se refere à corporação de Bombeiros, através da atribuição de verbas para a aquisição e renovação da frota e apoio no projecto de ampliação do Quartel de Bombeiros.
Para a elaboração deste monumento, da autoria de Norberto Alpalhão, foi utilizado mármore do concelho, oferecido gentilmente pelas empresas A. Bento Vermelho, Lda, Criamármores, Lda e Plácido José Simões, S.A., e o trabalho de escultura foi efectuado pelo escultor borbense António Pereira Anselmo.
Monumento em Homenagem ao Trabalhador Rural
A autarquia inaugurou no dia 25 de Abril de 2008 o Monumento em Homenagem ao Trabalhador Rural, instalado na rotunda da Zona Industrial da Cruz de Cristo, à saída para o Barro Branco e Rio de Moinhos.
As actividades agrícolas sempre tiveram um papel importante na economia do concelho, particularmente evidenciadas nas campanhas da vindima e apanha da azeitona, proporcionando o “sustento” de muitas famílias que, desde o nascer até ao pôr do sol, percorriam os campos do concelho e da região, numa tarefa árdua e de extrema dureza, sob os rigorosos frios e chuvas de Inverno e o calor abrasador do Verão. A sombra de uma oliveira ou de uma outra qualquer árvore servia de “refeitório” improvisado, onde se restabeleciam as energias com as refeições preparadas de madrugada e acondicionadas nos típicos tarros em cortiça. Em tempos difíceis, os trabalhadores rurais foram obrigados a recorrer às plantas e ervas que crescem espontaneamente nos campos para confeccionar as suas refeições, o
que originou uma gastronomia bastante variada e rica, que foi mantida e aperfeiçoada de geração em geração. A homenagem ao trabalhador rural é simbolizada no monumento por uma mulher, principal fonte de mão-de-obra dos trabalhos sazonais, e pelo papel importante que ocupam no seio da família.
O monumento integra uma trabalhadora da apanha da azeitona acompanhada por um cesto com azeitonas, que foram esculpidos em mármore do concelho uma vez mais pelo artista borbense António Pereira Anselmo, que já tinha realizado semelhante trabalho nos monumentos de homenagem aos Bombeiros e aos Trabalhadores dos Mármores, e é complementado com utensílios utilizados na preparação dos campos.
Monumento de Homenagem ao Tocador de Gado
O Município de Borba prestou no passado dia 4 de Julho de 2008 uma verdadeira Homenagem ao homem Tocador de Gado, na inauguração da rotunda de entrada na freguesia de Santiago Rio de Moinhos, na qual se enaltece esta figura tipicamente alentejana.
Numa região agrícola, como o Alentejo, onde a maioria da população está afecta ao sector primário, há poucas décadas atrás, a base económica das gentes de Rio de Moinhos provinha da actividade de Tocador de Gado, laboração esta que passava de geração em geração, constituindo fonte de rendimentos de uma grande parte das famílias da freguesia.
Numa área em que o pastoreio não oferecia dificuldades nas planícies alentejanas, onde abundava a água e a comida para os animais, grande parte da população riodemoinhense subsistia mediante a criação de gado. Os donos dos animais contratavam estes profissionais para tocar o gado até às feiras, onde eram vendidos, encaminhando-os pelos campos por onde iam pastando.
O leite desses animais começou a ser aproveitado para o fabrico dos
queijos, daí que, posteriormente, se tenham vindo a instalar nesta freguesia várias queijarias e tenha proliferado o negócio do fabrico de queijo, produzido com o leite proveniente dos animais criados pelos próprios produtores.
Este monumento foi uma das formas encontradas para prestar homenagem a todos os que, de geração em geração, demonstraram o seu brio em prol desta actividade.
Para a concepção deste monumento foi utilizado mármore extraído por empresas do concelho e gentilmente oferecido à autarquia, sendo de enaltecer o trabalho de escultura efectuado por um artista borbense, António Pereira Anselmo, prestando-se os devidos agradecimentos às empresas Borconstrói Lda, Carapinha e Anselmo Lda, Rocha e Filhos Lda, Solubema SA, assim como ao filho da terra Nel do Fado.
Monumento de homenagem aos Dadores de Sangue
O Monumento em Homenagem aos Dadores de Sangue, sob a forma de um coração, foi esculpido pelo escultor espanhol José Manuel Montiel Pulido em mármore da região, com a inscrição de um poema da autoria do poeta popular borbense António Prates, “Sangue é vida que se doa, numa terna e grata prova, do amor de uma pessoa, que pratica a Boa Nova”, inscrito também em braille. Os dadores de sangue são voluntários que, de forma benévola, regular e generosa, efectuam dádivas de sangue que salvam muitas vidas no nosso país.
Localizado na rotunda que intersecta a Avenida dos Bombeiros Voluntários com a EN 255, foi inaugurado no dia 8 de Julho de 2006,
integrado no programa do XXIII Convívio Nacional e XVII Convívio Internacional de Dadores Benévolos de Sangue, que juntou em Borba cerca de 1.400 dadores de sangue de todo o país. O convívio contou com a presença do Director do Instituto Português do Sangue, Coordenador da Sub-Região de Saúde de Évora, em representação do Ministro da Saúde, Administrador do Hospital do Espírito Santo de Évora, Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro, Presidente e Vereadores da Câmara Municipal de Borba, Presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue, Presidente da Associação de Dadores de Sangue de Badajoz, Presidente da Federação Extremenha de Donantes Benévolos de Sangue, Director Geral do Banco de Sangue da Guiné-Bissau, Presidente da Associação de Dadores de Sangue da Guiné-Bissau e Presidente da Associação de Dadores de Sangue de Moçambique.
Monumento de homenagem aos militares borbenses falecidos na Guerra do Ultramar
Os sete militares borbenses que faleceram em combate na Guerra do Ultramar foram homenageados pela Câmara Municipal de Borba e Liga dos Combatentes, numa cerimónia que decorreu no dia 30 de Junho de 2007. A homenagem começou no Cemitério Municipal de Borba com a inauguração do Ossário dos Combatentes, que acolhe agora os restos mortais dos militares, com a bênção pelo Pároco António Santos, à qual se seguiu um minuto de silêncio e a deposição de duas coroas de flores pelo Presidente da Câmara Municipal de Borba, Dr. Ângelo de Sá, e Presidente da Direcção Central da Liga dos Combatentes, Tenente-
General Joaquim Chito Rodrigues.
No Jardim Municipal de Borba foi descerrada pelos familiares dos militares uma lápide de homenagem aos sete borbenses que deram a sua vida pela Pátria nas campanhas de África, que tiveram lugar entre 1961 e 1974. Esta lápide perpetua a memória dos militares Andrelino António Catarino Bravo (Soldado), falecido em Moçambique em 1966, Constantino António Lambranca Abelha (Soldado), falecido em Angola em 1963, Faustino José Milho (Soldado), falecido em Angola em 1969, João Teotónio Serol Santos (1º Cabo), falecido em Guiné em 1967, José Caetano Carola Padre Eterno (Soldado), falecido em Angola em 1967, Manuel Luís Rosado Camões (Soldado), falecido em Angola em 1969, e Silvério da Conceição Bilro (Soldado), falecido em Angola em 1971. A cerimónia foi presidida pelo Presidente do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, Major José Velez Correia, e contou com as alocuções pelo Presidente da Câmara Municipal de Borba e Presidente da Direcção Central da Liga dos Combatentes, que enalteceram o desempenho e o patriotismo daqueles que perderam a vida ao serviço de Portugal e o simbolismo da homenagem agora realizada. Junto à lápide foram também colocadas duas coroas de flores e tiveram lugar as honras militares por uma força do Regimento de Cavalaria nº. 3 de Estremoz, que concluiu a cerimónia que contou ainda com a presença de inúmeros ex-combatentes da Guerra do Ultramar, que assim se associaram à homenagem prestada aos companheiros de arma que perderam a vida no cumprimento do dever militar.