Borba é um dos concelhos do Distrito de Évora, situado em pleno interior alentejano, no chamado coração da Zona dos Mármores, próximo da fronteira com Espanha, fazendo fronteira com o distrito de Portalegre, com Vila Viçosa, Redondo e Estremoz.
Borba compreende um conjunto de actividades económicas bastante diversificadas e ímpares na região e no Alentejo. O principal motor de desenvolvimento é a extracção e transformação de mármore. Esta actividade origina uma paisagem única, contrastando as crateras profundas de onde se extrai o denominado “ouro branco” com as enormes escombreiras onde são depositados os excedentes. O nome Borba está também associado à excelência dos vinhos produzidos no concelho pelas diversas unidades vitivinícolas, evidenciada nas medalhas obtidas nos concursos nacionais e internacionais do sector. Um bom vinho, branco ou tinto, é sempre motivo para degustar os saborosos queijos produzidos em Rio de Moinhos, cuja maneira de se tratar e curar lhes dá uma intensidade de sabor que aguça irremediavelmente o apetite, que aumenta ao acompanhar o tradicional pão de Borba, produzido com ensinamentos e saberes de longa data, que foram passando de geração em geração, perpetuando a sua genuinidade até aos dias de hoje. Fruto das dificuldades económicas verificadas em determinadas épocas da nossa história, as populações foram forçadas a recorrer a novos produtos para garantirem a sua alimentação, tornando a gastronomia local bastante rica em plantas e ervas aromáticas que tornam o seu paladar bastante apreciado e procurado, aprimorada pelo azeite que se extrai dos vastos olivais que complementam a paisagem do concelho, em contraste com as pedreiras e vinhas. A par, os enchidos são também bastante afamados não só pela tradição como pela sua qualidade, sendo cada vez mais procurados pela sua genuinidade.
Borba evidencia-se ainda pelo vasto e rico património histórico que convidam à descoberta e ao reencontro com a história, apelando a uma visita mais atenta e demorada. A meia dúzia de quilómetros surge-nos da peneplanície alentejana a Serra d’Ossa, lugar aprazível e que merece também uma visita demorada, para a qual dão uma resposta de
permanência, a qualidade de pernoita, numa série de residenciais e unidades de turismo rural, de aldeia ou habitação.
Fácil é chegar. Difícil é partir, pelo bem que se é recebido e pela qualidade encontrada nas gentes e nos produtos, e na certeza de que há sempre algo mais importante para descobrir.